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sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Homens Brancos Não Sabem Enterrar", com Wesley Snipes e Woody Harrelson (1992)

Despretensioso, Homens Brancos Não Sabem Enterrrar (White Man Can’t Jump / EUA - 1992) é um bom filme sobre a vida bandida (e falida) de dois jogadores de basquete em pequenas apostas nas quadras da Califórnia.

Numa atuação impecável, Woody Harrelson, branco, vive nas partidas as disputas raciais tão evidentes nas quadras, majoritariamente de negros, ao lado do “parceiro” Welsey Snipes, com quem tem uma boa química na tela.

O diretor e roteirista Ron Shelton encontrou o tom ideal fazendo-o fluir bem nas quase duas horas da película. Fica para a história, o sotaque latino mais estranho do cinema de Rosie Perez, que interpreta a mulher de Harrelson.

Talvez o filme não tenha mais tanta repercussão para não criar mais problemas a FOX sentenciada a pagar 10 milhões de dólares de multa por falta de pagamentos de royalties para Shelton, que nunca mais trabalho como o estúdio.

domingo, 6 de junho de 2010

"O Povo contra Larry Flynt", de Milos Forman (1996)

Um marco pela liberdade civil, O Povo contra Larry Flynt (The People VS. Larry Flynt, EUA - 1996) tem a marca do premiado diretor tcheco Milos Forman. Numa interpretação impecável de Woody Harrelson, o filme conta a história do polêmico editor da revista pornô Hustler e sua luta pela liberdade de continuar a publicação da revista, independente do gosto da oposição.

Seria injusto, na verdade, não dar crédito a todo o elenco que se manifesta perfeito. Courtney Love, interpretando quase que a si mesma, é a mulher (de mente aberta) de Flynt, Edward Norton, começando no cinema, é o advogado de Flynt, dono das melhores falas sobre liberdades civis protagonizados na telona.

Não goste do que faço, mas admire a liberdade que tenho para fazer isso. Um país que se construiu na defesa dessa palavrinha se vê confrontado na polêmica sobre a revista Hustler. Um excelente filme indicado a dois Oscars: diretor e ator principal. Não levou nenhum, mas fica para a história da república americana: goste ou não.