quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Bóris Marques dá o primeiro acorde para a temporada 2011 do Diarios00 no Música no Museu
quarta-feira, 31 de março de 2010
Num "teaser", Lapiduses e Alvarenga mostram como será seu show
Alvarenga, muito concentrado, tinha umas partituras estranhas que rapidamente necessitavam a virada de página ao ponto de ter uma assistente enquanto tocava. No repertório, Lorenzo Fernandez com “Velha Modinha” e a intensa “Ponteio e Jongo”. “Voile & La Fille aux cheveaux de lin”, de Debussy, Três Marzurcas e “Polonaise op.26 nº1, de Chopin, “Gnossiène º1”, de Saite, e a interessante “Toccata”, de Kachaturian.
Lapiduses escolheu músicas mais modernas, atacando com “Blackbird”, dos Beatles e com a trilha sonora de Cinema Paradiso, de Morricone. Ele tocou músicas próprias como “Formiguinha”, uma homenagem a sua mãe, que estava presente na platéia.
Os pianistas estão terminando a preparação do show conjunto “Quatro Séculos de Música”. A idéia era de que a apresentação de hoje servisse de teaser do que virá. Aguardemos.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Sob insuportável calor, Franciel Monteiro desfila talento no violão
Monteiro arrumou uma caminha cronológica. Iniciando com quatro danças do inglês John Dowland (1563-1626), tocou sonata do italiano Domenico Scarlatti (1685-1757), obras do espanhóis Fernando Sor (1778-1839) e Francisco Tárrega (1852-1909).
RIO DE MÚSICA atrapalhado pelo calor e pela correria se desculpa por não ter anotado outros detalhes. Mas fica na sincera torcida por mais sorte aos que prestigiarem sua apresentação, na segunda-feira(29), às 18h00, no Centro Cultural Laura Alvim.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Um "trombone" mineiro no piano do CCBB
Vencedor em 2002 e 2007 do premio Instrumental Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, ele convidou para algumas músicas os saxofonistas Nivaldo Ornelas e Ricardo Serpa e o baixista Rômulo Duarte. Apenas Serpa e Duarte tocaram juntos no palco.
Hallack começou introduzindo um novo compositor em seu repertório com uma bela música do ucraniano Nikolai Kapustin. Seguiu passeando por “Segura ele” de Pixinguinha, “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho” de Ernesto Nazareth e “Susto” de Hermeto Pascoal. Hallack tocou músicas próprias como a linda “De Manhã” do CD homônimo, indicado ao prêmio TIM, e a animada “Pra Jojô”, do mesmo álbum. E, ainda fez uma homenagem a Milton Nascimento com a música “Milagre dos Peixes”.
Ainda antes da apresentação, Hallack se incomodou de tocar de costas para o público. RIO DE MÚSICA acompanha o problema que pode, dependendo da disposição do piano, colocar o músico ou escondido atrás do instrumento ou, se de lado, invisível a parte da platéia. Se de costas, ao menos, todos do público pode vê-lo em ação, com suas mãos e pés acionados sobre o belíssimo Steinway & Sons preto do CCBB.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Violão de sotaque latino no Museu Carmen Miranda
Explorando novos cenários cariocas, o projeto Música no Museu aterrisou, nesta segunda-feira, no Museu Carmen Miranda, no Flamengo, através do violão de Alessandro Correa. O programa em homenagem a Villa-Lobos ainda contou com obras de Leo Brouwer e Antonio Lauro.
A pequena platéia pode ouvir seis peças de Villa-Lobos: os prelúdios nº1, 2, 3 e 4; da “Suíte Popular Brasileira”: a “Mazurka-choro” e a “Valsa-choro”, além do Choros nº1. Destaque para a beleza dos prelúdios e do “Choros nº1”. Seguiu uma pequena peça do venezuelano Antonio Lauro: “Valsa Venezoelano nº2”. E encerrou com quatro obras do cubano Leo Brouwer: a bela “Danza del Altiplano”, “Zapateo”, “Guajira Criolla” e Berceuse “Drume Negrita”.
O tímido violonista agradeceu quase constrangido às palmas e emendou “Marcha da Quarta-feira de Cinzas” de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra, de bis. O público gostou. Correa diz que espera retornar com o parceiro clarinetista. Estamos esperando.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Arquiteto de grandes obras, pianista de grande talento
Fuchs entusiasmava-se com a companhia do neto mais velho, Teo, no palco que o assistiu nos dois primeiros números. Após alguns bocejos, o menino de uns seis anos voltou à família na platéia. A apresentação iniciada com a “Fantasia KV 475”, de 1785, do gênio austríaco Wolfgang Mozart (1756-1791) ganhou o público após a execução da “Sonata op. 27 nº2, de 1814, do igualmente gênio alemão Ludwig Van Beethoven seguido do tradicional “bravo” após o ato. Aniversariante do mês, completando 200 anos, Frédéric Chopin (1810-1849) foi tocado duas vezes. “Noturno op.32 nº1”, de 1836, foi recebida de maneira morna ao contrário da primeira das quatro baladas do compositor “Balada nº1 op.23”, de 1836, que cativou a audiência.
Tal qual na final parisiense, Fuchs apresentou “Impressões Seresteiras” de Heitor Villa Lobos (1887-1959). Seguiu-se com a suíte “Dança das Bonecas”, de 1952, do russo Dmitri Shostakovitch (1906-1975) encerrando com a incomum aos palcos cariocas “Danças Populares Romenas”, de 1915, do húngaro Bela Bartok (1881-1945).
No momento do bis, tal como no dia anterior, boa parte do público foi embora, o que é estranho visto que todos estão ali por livre e espontânea vontade. Na volta, Fuchs continuou a homenagem a Chopin a quem disse “que nunca encontrou alguém que não gostasse”. O pianista agora segue para a China onde tem apresentações marcadas.
Ex-roqueiro ítalo argentino encanta com erudito no CCJF
Italiano da Sicília, nascido em 1948, com um ano mudou-se para a Argentina onde viveu as duas décadas seguintes. Lá foi influenciado pela música espanhola que além de dominar o país era admirada por sua mãe. Ao final do período, veio, em definitivo, para o Brasil.
Galifi abriu o espetáculo com uma seqüência de quatro músicas de composição própria. “O Demônio”, “Pêgaso, o cavalo alado”, “Baião do Padre Cícero”, inspirada num documentário sobre o religioso, e “O blues do gafanhoto”, uma brincadeira com um aluno.
Exigente, o público, que aplaudia admirado, só se rendeu de vez quando Galifi executou os clássicos. Do alemão Johan Bach (1685-1750) adaptou o "Preludio 995" para alaúde ao violão, bem como o "Capricho nº15" para violino do italiano Niccolò Paganini (1782-1840). Ele fez questão de destacar a beleza e a dificuldade de execução do "Noturno nº2", do pianista polaco Fréderic Chopin (1810-1849). Após a execução, “bravos” e “belíssimos” se espalharam pelo auditório.
Sua música é inspirada em personagens do cotidiano. Ora um professor como em “Ares Flamenco”, ora a infância e a família como em “Lembranças da Espanha”. Ambas compunham o repertório em homenagem ao país. Ao final de “Ares Flamenco”, da platéia cativada ouviu-se um empolgado “Olé!”.
A Suíte Mistérios, uma homenagem a uma companheira, taróloga, com quem vivia, ressaltando que Galifi é astrólogo, proporcionou uma viagem de sentidos. Explorando todas as possibilidades do violão, executou “A floresta sagrada”, “O vale da Lua” e “O desfiladeiro dos demônios”. Foi aplaudidíssimo de pé.
Incompreensível foi atitude de boa parte do público que foi embora no momento do bis. Tendo em vista que ninguém demonstrava menos que plena admiração do espetáculo. Perderam uma boa toada em que Galifi propôs juntar a música country americana com elementos do banjo.
O Música no Museu é excelente, uma das melhores atitudes que existem no país. Para criticar qualquer situação, acho obrigatório fazer quinhentas ressalvas sobre o quão boa é a iniciativa. Agora o músico tem que estar no meio da sala. Sua cadeira tendia para um dos lados do ambiente o que praticamente impedia toda uma seção do público de vê-lo. Visto que Galifi não estava em nenhuma plataforma e sim no mesmo nível da platéia. As cabeças do pessoal à frente tapavam a visão dos que estavam atrás.
O responsável pela filmagem tem que ser mais zeloso com a sua atividade. Entrar e sair da sala durante o número fazendo barulho chama a atenção negativamente da audiência. Desligar a câmera na hora do bis chama a atenção do músico que visivelmente se viu constrangido. Não sei o destino das imagens, mas não precisa desmerecer a tal ponto.
Felizmente, fica é um excelente show, de um músico extraordinário, altamente recomendável.