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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O título da Inocentes de Belford Roxo

Desde os idos de 2011, já circulava o boato de que a Inocentes de Belford Roxo seria a campeã do carnaval do Grupo de Acesso, em 2012. Não deu outra, por boa diferença, ela levou o título, e o lugar no mais balado carnaval do mundo, o Grupo Especial do Rio de Janeiro.

O presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes, também é presidente da Lesga (Liga da Escolas de Samba do Grupo de Acesso A e B), que comanda os desfiles e a apuração. A vitória gerou revolta no mundo do samba, abalado (como sempre) por suspeitas de fraude.

A prefeitura do Rio, através do presidente da RioTur, Antonio Pedro Figueira de Mello, revoltou-se, cortou relações com a Lesga, e não a reconhece como gestora do carnaval. O estopim foi a alegação de descumprimento de contrato entre as entidades. Antes da apuração, foi decidido, por unanimidade, entre as escolas fundadoras de Lesga, que não haveria rebaixamento para o Grupo B, pelo atraso no repasse de verbas pela prefeitura, e pelo desalojamento das escolas dos barracões pela obras do "Porto Maravilha".

Parece gritaria da prefeitura e é. Ou será que houvesse o rebaixamento ela estaria fazendo a gritaria? Ou será que agora ela vai forçar o rebaixamento neste carnaval? Ou será que Eduardo Paes vai solicitar as imagens do desfile ao SBT HD assistir em casa, ao lado do assessor Guaraná e de Antonio Pedro, e vão os três decidir o novo campeão?

Ou será que o fato de Reginaldo Gomes, vereador por Belford Roxo, querer se lançar a prefeito pelo PSDB tem alguma coisa haver? Afinal, irá atrapalhar os planos de reeleição de Alcides Rolim (PT), aliado - até segunda ordem - do PMDB do Cabral e Paes.

Confusão no carnaval sempre existiu. Sempre foi político. É só um novo capítulo. Igualmente, sem mocinho.

Paes quer ser o dono do carnaval

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e o governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), iniciaram uma cruzada para afastar os líderes do jogo-do-bicho do carnaval carioca. Para aliciar a cúpula da agremiações, a prefeitura joga pesado, com o dinheiro do contribuinte. Desde a posse, em 2009, Paes já deu R$ 18,9 milhões dos cofres da prefeitura em reformas estruturais nas quadras de escolas. Além do R$ 1 milhão/ano cedido a cada agremiação do Grupo Especial, sob as mais diversas formas, a atual o Viradão do Momo, é alvo de investigação do Ministério Público Estadual.

Querem afastar o jogo do bicho, substituindo-o pelo financiamento maciço do poder público. 

A questão central é o uso de verbas públicas para o patrocínio de uma atividade privada, gerenciada pela iniciativa privada, com lucros voltados ao privado, a qual o acesso do público só é permitido através do pagamento de ingressos, seja ensaios nas quadras, seja o desfile no Sambódromo. Tem algo errado nisso.

Lista de Obras:
Construção de nova quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel. R$8,4 milhões
Revestimento Acústico no quadra da União da Ilha. R$5,3 milhões
Melhorias na quadra da Portela. R$3,1 milhões
Melhorias na quadra da Império Serrano. R$1 milhão
Melhorias na quadro do Salgueiro. R$998 mil

Fonte: Jornal O Globo, 26/01/2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Estréia Não-Oficial do Carnaval de Rua + CCBB/Índia

A estreia "não-oficial" do carnaval de rua levou muita gente, no indefinido mesmo, até a praça XV. Meio mundo dos blocos marcaram presença. Ainda assim, num clima de tranquilidade, valia mais a empolgação do momento que a presença musical no ambiente. Pairava uma certa confusão sobre onde está "wally". Não era a qualquer momento que se identificava um bloco na área. O que ajudou a criar o tradicional grupo de pessoas "ao redor". Vão para beber e papear, não necessariamente ver o que está acontecendo. Ajuda no tumulto, não na empolgação. Mas valeu, percorreu-se as ruas do Baixo Centro ao som de marchinhas, valendo um mega coro debaixo da romântica Perimetral. Foi o ponta-pé inicial. Havia muita gente vendendo cerveja e comida. Que é bom. Só não falaram para o Dudu providenciar um banheiro químico. Não tinha nenhum!

Na levada, não faltou quem desse uma passadinha no CCBB, nem que seja para ir ao banheiro. Lá estando, muitos prestigiaram a exposição sobre a Índia. Inclusive Silvia Pfeifer, que não estava nos blocos, mas estava por lá, descansando de fazer brownies, novo empreendimento da atriz. Mesmo abrangente, não acho que incorporei muita coisa sobre a cultura estrangeira. Não sei, fica para a próxima. Ou não. A Índia tem cultura milenar, rica, mas não embarquei na idéia. É um país cujos problemas me soam mais elucidativos sob o verdadeiro panorama local.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Bailes da Alice, Casa Rosa

Cerveja liberada. Talvez este seja o maior chamariz da humanidade. Nos Bailes da Alice, as sextas-feira na Casa Rosa, o mote vale das 23h (abertura) até às 02h, considerando a entrada de 40 reais. A dita cuja é servida em copos de 300ml saídos de gelados latões de Antártica. Como bom pobre, estava contando em dois reais cada copo. Como bom bêbado, eu perdi a conta. Acho que fui até uns 23 reais. Teve um só pela metade.

O som estava a cargo do Bloco Toca Pra Mim. Agora, refletindo acho que eles tocaram bem rapidinho. Era um som legal. Mas não durou muito. O DJ, acho que, ZédoRoque tocou algumas esquisitices, acho que para mostrar que entende de música. Isto tem muito na noite, djs que tocam coisas chatas para mostrar que estão estudando música por aí. Cara, toca o clássico. Se você descobrir algo muito bom. Toca isso também. Se não, deixa quieto no silêncio do anonimato.

A Casa Rosa é legal, mas estava para baixo por causa da chuva que insiste em marcar presenças, nos finais-de-semana, do Rio de Janeiro. Agora, cerveja liberada dá uma aliviada em tudo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bob's - Abuso de Poder Econômico

A rede de lanchonete Bob's está contratando 1.500 profissionais para os seis dias de carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Ela oferece mísero R$20 reais pela jornada de 08 horas de trabalho (R$2,5 por hora). Isso é abuso de poder econômico. É o caso para manifestação do Ministério Público contra esta afronta à população.

É um desrespeito com o trabalhador diminuí-lo a tão pouco. Para efeito de comparação, a hora de trabalho, numa jornada de 8 horas diárias, com o salário mínimo do Rio de Janeiro (R$580) é R$3,29. É 31% maior. O que faz muita diferença no orçamento de quem sobrevive na ponta do lápis de quantias tão pequenas.