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terça-feira, 8 de junho de 2010

Craques do Cartum na Copa, no CCBB-RJ

DIÁRIOS00 prestigiou a exposição “Craques do Cartum da Copa”, em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Bem, a princípio suspeitava-se de uma exposição, na verdade uma área – do tamanho de uma boa sala de apartamento – com uns cinco desenhos de 11 cartunistas.
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É interessante, com boas sacadas para quem entende um pouco da história do Brasil na Copa, mas não vale a pena ir até lá só por isso.

Numa seleção que engloba nomes dos anos 50/60 a atualidade, os onze escaldos são: Cárcamo, os irmãos Chico e Paulo Caruso, Dálcio Machado, Fernandes, Gustavo Duarte, Maurício de Souza, Ziraldo, Miécio Caffé, Otávio e Henfil.

Destaque para as tiras de personagens inéditos elaboradas por Souza: para Maradona, o Dieguito, e para Ronaldo Fenômeno, o Ronaldinho, barrada pelo Real Madrid, em 2004. Ao ler o quadrinho, pode suspeitar-se que a proibição seja pela extrema falta de graça do cartum.

Vale a pena, também, ver o trabalho de cartunistas do passado como Caffé (na figura com Didi), Otávio e Henfil, com a excelente Graúna. Faz rir a brincadeira com Barrichello e Parreira, de Gustavo Duarte, que, mesmo com as melhores máquinas, não andam. Enfim, confira se estiver por perto.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Num "teaser", Lapiduses e Alvarenga mostram como será seu show

RIO DE MÚSICA deu uma passada no CCBB para mais uma quarta-feira de Música no Museu. O programa original com Pablo Lapidusas ao piano foi alterado. Ele dividiu o palco com o colega Marcelo de Alvarenga que abriu o concerto.

Alvarenga, muito concentrado, tinha umas partituras estranhas que rapidamente necessitavam a virada de página ao ponto de ter uma assistente enquanto tocava. No repertório, Lorenzo Fernandez com “Velha Modinha” e a intensa “Ponteio e Jongo”. “Voile & La Fille aux cheveaux de lin”, de Debussy, Três Marzurcas e “Polonaise op.26 nº1, de Chopin, “Gnossiène º1”, de Saite, e a interessante “Toccata”, de Kachaturian.

Lapiduses escolheu músicas mais modernas, atacando com “Blackbird”, dos Beatles e com a trilha sonora de Cinema Paradiso, de Morricone. Ele tocou músicas próprias como “Formiguinha”, uma homenagem a sua mãe, que estava presente na platéia.

Os pianistas estão terminando a preparação do show conjunto “Quatro Séculos de Música”. A idéia era de que a apresentação de hoje servisse de teaser do que virá. Aguardemos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Mágica na despedida do mês Samba-Jazz no CCBB

Pense em cinco caras que amam o que fazem. Pense que estas cinco pessoas são excepcionalmente muito boas. Pense que juntos eles são um grupo que supera em muito a soma da já imensa capacidade musical de cada um. Pensou?

Quem esteve nesta terça-feira, no Centro Cultural do Banco do Brasil, para o último show da série Almanaque Samba-Jazz teve o prazer de ouvir tudo isso e guardar para a história. O Quarteto Samba-Jazz, formado especialmente para a ocasião, contou com Rafael Vernet (piano), Eduardo Neves (sax e flauta), Guto Wirtti (contrabaixo) e Rafael Barata (bateria) receberam a ilustra presença do sax de Hector Costita.

Juntos ele fizeram mágica. Uma mágica difícil de descrever. Eles tinham uma alegria de tocar e o público teve a alegria de poder ouvir aquilo. Passando de “Quem diz que sabe” de João Donato a “Meu fraco é café forte” de Dom Salvador, de uma bela melodia japonesa ao choro porteño da Argentina de Costita. Explorando cada possibilidade de seus instrumentos. Foi um show como poucos, feito por músicos como poucos. Fica o parabéns a Edson Viana Teixeira, curador e diretor geral da mostra, pelo resultado final fantástico do seu trabalho.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um "trombone" mineiro no piano do CCBB

O técnico do Flamengo, o mineiro Andrade, tem o apelido de “trombone” pela recheada voz grave. Quem estivesse de olhos fechados poderia dizer que era o técnico e não o conterrâneo pianista Marcio Hallack na apresentação desta quarta-feira, no projeto Musica no Museu, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Vencedor em 2002 e 2007 do premio Instrumental Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, ele convidou para algumas músicas os saxofonistas Nivaldo Ornelas e Ricardo Serpa e o baixista Rômulo Duarte. Apenas Serpa e Duarte tocaram juntos no palco.

Hallack começou introduzindo um novo compositor em seu repertório com uma bela música do ucraniano Nikolai Kapustin. Seguiu passeando por “Segura ele” de Pixinguinha, “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho” de Ernesto Nazareth e “Susto” de Hermeto Pascoal. Hallack tocou músicas próprias como a linda “De Manhã” do CD homônimo, indicado ao prêmio TIM, e a animada “Pra Jojô”, do mesmo álbum. E, ainda fez uma homenagem a Milton Nascimento com a música “Milagre dos Peixes”.

Ainda antes da apresentação, Hallack se incomodou de tocar de costas para o público. RIO DE MÚSICA acompanha o problema que pode, dependendo da disposição do piano, colocar o músico ou escondido atrás do instrumento ou, se de lado, invisível a parte da platéia. Se de costas, ao menos, todos do público pode vê-lo em ação, com suas mãos e pés acionados sobre o belíssimo Steinway & Sons preto do CCBB.

terça-feira, 23 de março de 2010

Orgulho de ser Samba-Jazz

RIO DE MÚSICA se permitiu, graças a contatos no ramo financeiro, e pagou os três reais da meia-entrada para assistir, privilegiado, ao show do Samba-Jazz Trio em ilustre companhia do gaitista Maurício Einhorn. Não há palavras para descrever o swing, a malemolência, a cadência e habilidade da perfomance. O Trio é formado por músicos que não economizaríamos papel em enciclopédia para descrever. Tendo tocado com todos os possíveis mestres e discípulos da Música Popular Brasileira: Kiko Continentino, no piano; Luiz Alves, no contrabaixo acústico e Clauton “Neguinho” Sales, na bateria e trompete, sim simultaneamente, com graça e harmonia, representam a nata da categoria no país. Sorte de quem pode vê-los todos os sábados, de graça, do 12h às 16h, na Modern Sound, em Copacabana.

O Brasil ainda se descobria bom no futebol nos idos dos anos 50 quando Maurício Einhorn descobria a graça da gaita. Dado que, hoje, espirituoso, faz graça com o número de “saudosos” citados no show. Todos, parceiros que já partiram, mas que permanecem vivos na música. Caso dos parceiros Durval Ferreira, em “Tristeza de Nós Dois”, “Curta Metragem”, “Adivinha”, e Arnaldo Costa, em “Sarro”. A título de curiosidade, Tristeza foi composta em 1957 e somente no ano seguinte ganhou a letra de Bebeto Castilho.

Samba Jazz Trio fez homenagem a Johnny Alf, morto mês passado, com a música “Fim de semana em Eldorado”. Ainda tocaram “Muito à vontade”, “Agora Sim”, “Love Vibrations” e um belíssimo arranjo de obras de Villa-Lobos e Luís Gonzaga. A tarde, dentro do programa Almanaque do Samba Jazz, neste mês de março, no Centro Cultural do Banco do Brasil, foi um ode a música brasileira com verdadeiros mestres em cartaz.