Mostrando postagens com marcador Documentário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Documentário. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Três horas à fala do ditador: Morte a Ceausescu

07.10.2010: Três horas à fala do ditador: Morte a Ceausescu
Ao lado de Carlos na mostra não-competitiva de Cannes 2010, à A Autobiografia de Nicolae Ceausescu, do diretor Andrei Ujica, estranhamente não faltam comentários elogiosos. São 180 minutos em preto e branco, mesclando cenas mudas e de som entediante. No meio do mar fílmico, falas do ditador romeno, sem linha condutora, apenas ordenada cronologicamente.
A idéia é mostrar, por meios de imagens oficiais, um perfil do culto a personalidade do líder comunista, condenado a morte no julgamento da revolução que o derrubou em 1989. Na falta de cores do vídeo evidencia-se o atraso tecnológico socialista no tanger da década de 90.
Ceausescu tinha um exótico modo de acenar ao público. Ora com a mão direita, o tradicional tchau, com a palma da mão balançando entre a direita e esquerda. Ora com a mão esquerda, um cumprimento próprio, a palma da mão aberta oscilando para baixo e para cima. Essa mania se confirma em várias ocasiões ao longo dos anos.
O documentário exibe as gigantescas manifestações orquestradas pelo Partido Comunista por todo o mundo sob a égide da União Soviética. É fácil imaginar um ditador ludibriando-se com uma multidão por dia o idolatrando.
Ujica nasceu em Timisoara, berço da revolução de 89. A autobiografia vem claro que somente Ceausescu tem a palavra no filme. Uma voz para o consenso, camarada. Assim como numa fala na qual o líder critica os poetas por fazerem poemas de amor, e não sociais e revolucionários.
O QUE: Documentário “A Autobiografia de Nicolae Ceausescu”
QUANDO: 14h15-17h15
ONDE: Centro Cultural Justiça Federal
QUANTO: R$4 (meia)

terça-feira, 18 de maio de 2010

DOC "Palavras Cruzadas", de Patrick Creadon (2006)

Faça o que lhe dá prazer. DIÁRIOS00 assistiu ao excelente documentário Palavras Cruzadas, de 2006 (Wordplay -EUA), de Patrick Creadon, que revela o mundo dos americanos obcecados pelas cruzadas em busca de um desafio mental quase sempre guiados pelo New York Times. O jornal é referência no assunto sustentado na paixão do seu editor Will Shortz, grande personalidade do tema.

Ele desenvolveu uma carreira acadêmica focada em palavras cruzadas: a enigmatologia. Desde 1978, Shortz realiza, em Connecticut, o campeonato americano de palavras cruzadas. Isto até 2007 quando pela crescente popularidade o torneio mudou-se para Nova Iorque. O documentário retrata a treinamento, a obsessão e o desejo de vitória dos competidores.

No ano do filme, o jovem Tyler Hinman, de 20 anos, ganha pela primeira vez o torneio. Ele seria pentacampeão consecutivo só perdendo o reinado, agora, em 2010, quando terminou em quarto. O documentário conta com o depoimento de famosos aficionados no passatempo como Bill Clinton, Bob Dole e Jon Stewart.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

É Tudo Verdade: "Os Representantes", de Felipe Lacerda

Andando por ali, RIO DE MÚSICA aproveitou a sessão das 17h do “É Tudo Verdade”. Foi ver no que dava. “Os Representantes”, de Felipe Lacerda, que se pretende denúncia ao clientelismo político, no caso, no interior do Amazonas durante a grande seca de 2005.

É fraco, porque, além de óbvio, é mais complexo do que se expõe. Não á toa, o vereador que arma todo esquema de assistencialismo a população, fala, digamos inocentemente, sobre todas as peripécias que são feitas para se ganhar um eleitor. É quase como se não fosse errado. Exibir por exibir é muito superficial.

O filme perde mais ainda ao atribuir a seca ao aquecimento global. Primeiro: o homem não tem capacidade de alterar o clima em relação a todo o planeta. Segundo: a natureza é cíclica mesmo, uma hora chove mais na outra chove menos. Para efeitos do filme, choveu-se no molhado., choveu-se no molhado.

É Tudo Verdade: "Capitalismo, história de amor", de Michael Moore

Não era música, mas era cinema. E de graça. RIO DE MÚSICA estava por perto e foi conferir “Capitalismo: Uma História de Amor” (EUA, 2009), de Michael Moore, no Unibanco Artplex, dentro da mostra “É Tudo Verdade”. RIO DE MÚSICA, por está por perto, até vai ao cinema, mas, por Moore, não fica na fila esperando na expectativa de levar um ingresso. Prefere em casa, baixar o filme. Não se preocupe, apesar dos argumentos infantis contra o capitalismo, que sim tem milhões de erros, Moore está tranqüilo em sua milionária conta bancária proporcionada por este odioso sistema econômico.

Enganchado na crise imobiliária americana, Morre aplaude a eleição de Obama, o salvador do povo, em contraponto ao generoso empréstimo do governo americano aos bancos em crise durante a Era Bush. O filme lamenta os americanos despejados de suas casas por inadimplência e quase faz uma salva de palmas ao socialismo.

Moore brinca de invadir e roubar dinheiro de bancos e, mais uma vez, tenta entrar na sede da General Motors. Nesta parte, o segurança, personificando a cara de “isto realmente tá acontecendo” diz ao microfone, pasmo, a outro companheiro: “É o Michael Moore, ele quer falar com o presidente”. Moore é convidado a se retirar. Em frente a Bolsa de Nova Iorque, tentando pedir conselhos aos operadores do mercado, ouve um “Não faça mais filmes”.
Eu perderia uma oportunidade de me distrair e de ter, com segurança, sobre o quê falar mal