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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Na Cinelândia, espera de 60min pelo transporte público

Amigo do blog Rio Político esperou uma hora até conseguir entrar em um transporte público da Cinelândia até o Corte do Cantagalo, em Copacabana. Chegou a praça, no centro da cidade, às 22h20, a espera do ônibus da linha 128. Depois de 10 min, veio um da linha 125, que o faria andar mais até o destino final, então, preferiu esperar. Mais 10,15,20,30,40 minutos e nenhum outro ônibus com destino a Copacabana, Leblon... Nada! E olha que a lista é extensa: 121,123,125,127,128,132,177...

O jeito foi aceitar o Metrô e sua passagem extorsiva. Como não era o dia de sorte do camarada, ao chegar na estação, acabava de sair uma composição com destino a General Osório. Restou sentar, e esperar. Veio outro com destino a Botafogo, não o suficiente para quem quer para as bandas de Copacabana e além. Espera mais um pouco até, finalmente, conseguir entrar em um transporte público, uma hora depois da epopéia, até a estação Cantagalo, para quase meia-noite chegar em casa.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Subsídio para quê?

O valor da passagem das Barcas Rio-Niterói passará, nesta quinta-feira, de R$2,80 para R$4,50. 63% de aumento criminosamente aprovado pela Alerj, Assembleia Legislativa do Estado. A solução do governador, Sérgio Cabral, foi mandar a todos se inscreverem no programa "Bilhete Único", para quem tiver o cartão a passagem será de R$3,10. Fica, em oculto, para grande parte da população que os R$1,40 de diferença será pago pela população, subsidiado pelo governo. Como quem vai, sempre volta, serão R$2,80 de passagem a mais pagos com dinheiro públicos para abastecer o transporte público privatizado.

O Rio precisa debater se esta - o subsídio governamental - é a solução para um sistema de transporte público sobrecarregado, mal-adminstrado, privatizado.

> No início da tarde, desta terça-feira, foi decido pelo aumento do Metrô Rio, de R$3,10 para R$3,20. O novo valor entra em vigor no início de Abril.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Realidade Carioca

É forte a campanha para o carioca utilizar transporte público. É forte a pressão para evitar o carro, principalmente sob o efeito do álcool, que é crime e foco da badalada Operação Lei Seca. Não é forte, entretanto, o eco no poder público e na mídia, do sofrimento e do grito diário da população pelas melhorias no transporte público. Do aumento das passagens, em 63%, o das barcas, de R$2,80 a R$4,50, mesmo subsidiado pelo governo, a caótica ausência de ônibus nas madrugadas são inúmeros os problemas.

Fato real: O sujeito pega um ônibus, linha 184, na rua das Laranjeiras até Copacabana, às 01h30 de domingo. O ônibus tem intervalo de meia em meia hora, a princípio. Paga a passagem de R$2,75. E, já na rua Barata Ribeiro, o veículo bate em grande desnível da pista, e quebra. Aos passageiros são dada duas soluções: continuar a pé, ou esperar o próximo - e distante - coletivo.

A questão é fazer o passageiro sofrer isto sabendo que a prefeitura deu o maior aumento nominal da passagem na história da cidade no início do ano (de R$2,50 para R$2,75), além de reduzir a aliquota do ISS das empresas de ônibus de 2% para 0,01%. Além disso, a Barata Ribeiro, recentemente, sofreu intervenção do Asfalto Listo, que visa justamente "levar melhorias à pavimentação", como descrito no site da secretaria municipal de Obras. Até última - e desatualizada - conta já foram mais R$476,3 milhões no projeto.