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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Impressões via site da central telefônica "1746" da prefeitura do Rio

A prefeitura do Rio de Janeiro criou uma central de tele-atendimento 24 horas, com o intuito de ser única a todos os serviços do governo, o 1746. E inovou listando na internet todos os serviços passíveis de serem solicitados pelo número determinando o prazo para atendimento.

Tendo em vista operações análogas da Secretária Municipal de Transporte (SMTR) achei ser possível reclamar do crime de extorsão por “flanelinhas”. Na Rua Martins Ribeiro, no Flamengo, eles chegaram, “como nunca antes na história deste país”, há um ano. Fixaram residência. Dentre as atividades numeras pelo site do 1746 não é possível reclamar disto. É um caso, então, somente para a Polícia Militar. Ok, então.

Mas o portal indica que é possível reclamar, por ele, de animais presos em cativeiro. Faz parte das atividades da “patrulha ambiental”. Só me pareceu um pouco exagerado o prazo fornecido: 45 dias. Quer dizer, o cidadão vê um bicho preso em um lugar qualquer, reclama, e somente após um mês e meio é que alguém vai lá fazer a primeira avaliação da situação? É melhor dizer que não faz isto também. Ou finge que consegue fazer antes. Agora 45 dias é um exagero, um absurdo.

Agora, dentre todos, o meu favorito é a “fiscalização de incêndio florestal”: 7 dias. Acho que nem precisa comentar. É piada pronta. Depois que o vento já levou até as cinzas, os agentes de prontidão chegam ao local para averiguação. Até porque isto não seria para os bombeiros?

Estamos caminhando bem. Dá-le, Dudu!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Inutilidades da prefeitura carioca: porque não fez antes?

Após o estardalhaço para o lançamento do insosso BRS (Serviço Rápido de Ônibus), onde se destina duas das quatro pistas da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul carioca, para o transporte coletivo, o fracasso da iniciativa começa a cantar.

Porque as duas faixas restantes não são suficiente para o tráfego que não cabia nas quatro. Porque a falta de informação com as alterações de paradas de ônibus está deixando vários usuários perdidos. Porque existe muito, mas muito táxi, para pouca rua no Rio de Janeiro. A lista continua. Aguarde as multas que serão aplicadas por erro de julgamento da guarda municipal.

Independente de concordar ou não com isso, o ponto não é esse. O ponto é que para mitigar os problemas a prefeitura agora diz que vai estudar a sincronia dos sinais de trânsito. Ou seja, após gritar que iria revolucionar o transporte público, sem muito resultado, a prefeitura anuncia que vai fazer o óbvio. Porque não já fez isso antes? Sincronizar os sinais para permitir o melhor fluxo de veículo. Será tão difícil administrar sem pensar por um mínimo instante em fazer propaganda política?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Academia do governo Eduardo Paes

Em A Última Quimera (Companhia das Letras, 1995, 323 páginas), biografia romanceada de Augusto dos Anjos, Ana Miranda revela a fala do parnasiano Olavo Bilac a respeito dos jovens poetas do início do século XX. “Falam apenas sobre mundos degradados, de modo que a literatura se tornou uma enfermaria onde se acolhem os doentes e se observam as moléstias, uma orgia de pessimismos.”

Ao observar a trinca de secretários já selecionados para o futuro governo Eduardo Paes, peço desculpas por ressuscitar a tal “orgia de pessimismos”. São três PhDs em fisiologismo pelas melhores universidades públicas brasileiras.

1. Jandira Feghali (PCdoB), Cultura. Stalinista, Feghali é do PCdoB posseiro da UNE desde 1990. Se pudesse, sindicalizava todos os estudantes sob uma carteirinha da entidade. Governista, a UNE mantém boa relação com Brasília recebendo R$1 milhão por ano do Planalto.

2. Chiquinho da Mangueira (PMDB), Esporte e Lazer. Chiquinho é acusado pelo ex-comandante do 4º BPM (Méier), Erir Ribeiro, de pedir uma trégua no combate ao tráfico no morro da Mangueira, após traficantes reclamarem da queda nas vendas de drogas. A Polícia Federal tem indícios do financiamento pelo jogo do bicho e pela “máfia dos caça-níqueis” para sua campanha a deputado estadual em 2006.

3. Cristiane Brasil (PTB), Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida. Tão indispensável que se criou uma pasta para vossa senhoria, filha do deputado cassado Roberto Jefferson.

Orgias a parte, a cidade torce para que tudo seja um mero mal entendido. Que Jandira, Chiquinho e Cristiane sejam os melhores nomes da nossa cidade para seus respectivos cargos. E que o fisiologismo no Rio de Janeiro se enterre sob a poeira dos velhos dicionários de política do tempo de Olavo Bilac.