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segunda-feira, 19 de março de 2012

Toffoli, Russomano, e as eleições paulistas

À época da estreia entre os onze guardiões da Constituição, o, hoje, ministro do STF, Dias Toffoli, causou reboliço em parte da sociedade. Havia questionamento sobre o seu “notório saber jurídico”. Incipiente obra literária, fraca carreira acadêmica e a tentativa frustrada de ingresso concursado na magistratura. Por outro lado, outro tipo de credencial chamava mais atenção: o histórico como advogado do PT. Mesmo partido do presidente que o catapultava a vitaliciedade no topo da pirâmide do Judiciário. A consequência é que há aqueles que policiam qualquer vírgula do ministro sob a injustiça premissa: ele está favorecendo os petistas.

Recentemente, em plenária, orelhas coçaram. O Supremo apreciava embargo de declaração sobre embargo de declaração do ex-deputado federal Celso Russomano (PRB-SP). A princípio se observou se era cabível a prorrogação de competência ao STF visto que o impetrante não é mais membro do Congresso Nacional. A maioria entendeu que não. Toffoli foi um dos poucos que entendeu em contrário, aplicaria a prorrogação de competência. De qualquer monta, a casa foi unânime que a matéria levantada já havia sido enfrentada, sendo inclusive desnecessário até mesmo o primeiro embargo, quanto mais o segundo. Até aí, tudo bem.

Quando já se seguia ao próximo julgado, Toffoli intercedeu. Ele requeria o registro do voto concedendo Habeas Corpus preventivo para o trancamento da Ação Penal em curso contra Russmano, algo sequer levantado. Toffoli relatou o primeiro embargo, Luiz Fux do segundo. Este ficou espantado com o voto do nobre colega. Trazia-se a baila uma interpretação única sobre a natureza da elementar do tipo penal. O ministro Ayres Britto interveio reafirmando – indiretamente – a estranheza quanto ao posicionamento, diga-se, benéfico a Russumano.

O ex-deputado é pré-candidato do PRB à prefeitura de São Paulo. A capital paulista vê-se numa nacionalizada campanha municipal. Lastreada na força de Lula, o PT lançou o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, ilustre desconhecido aos rincões de voto. No cenário contra o favorito José Serra (PSDB) toda ajuda é bem vinda. Inclusive o apoio do PRB, que, por isso, ganhou o ministério da Pesca e Aquicultura, a cargo do senador Marcelo Crivella (RJ). No vale tudo da política é estranho que justa e unicamente o ministro Toffoli vote pelo trancamento da ação penal, sequer em debate, do pré-candidato (bom de voto). Político que o partido ao qual era ligado quer muito o apoio na eleição que balançará a política nacional, inclusive, e principalmente, até quanto ao futuro presidente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A disputa mais interessante de 2012

Às 05 horas da manhã, desta segunda-feira, 27 de fevereiro, o twitter de José Serra (PSDB) deu ar oficial ao que já se sabia desde o fim-de-semana, ele é pré-candidato a prefeitura de São Paulo. Agora  é para valer, foi nacionalizada a disputa pela capital paulista, do outro lado, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT).

A figura chave deste processo responde por Gilberto Kassab (PSD). Pouco conhecido do público, ele saiu de vice de Serra para prefeito reeleito, presidente do partido com 3º maior representação na Câmara, com 55 deputados federais. A candidatura de Serra traz o PSD de Kassab, que ensaiava aproximação ao PT.

O ex-presidente Lula vem com força apoiar Haddad, que não tem nome em São Paulo. Eles contam com a forte rejeição a Serra, que em 2006, apesar de dizeres contrários, renunciou a prefeitura para concorrer e vencer a disputa pelo Governo de São Paulo. A senadora Marta Suplicy, ex-prefeita 2001-2004, que queria a vaga petista, tende, agora, a aceitar a derrota interna e apoiar a candidatura de Haddad.

Tanto Haddad quanto Serra, ainda pendem de aprovação interna, se haverá ou não prévias. O PT tenta fugir do sistema de validação, e pretende lançar o nome de cima para baixo. No PDSB, as prévias parecem inevitáveis. Serra vai tentar a vaga contra José Anibal e Ricardo Trípoli. Outros dois pré-candidatos Bruno Covas e Andrea Matarazzo retiraram o nome após o anúncios de Serra. O Brasil aguarda ansioso o maior embate político do ano, que carrega rá conseqüências para a eleição presidencial de 2014. 

São Paulo é o grande bastião da oposição. Desde 1995, os tucanos controlam o governo do Estado, e desde 2005, costuram alianças para vitória na prefeitura. Perder a capital seria o símbolo da derrocada às ambições petistas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Copa Libertadores: São Paulo 2x1 Internacional (Semifinal)


Um belo jogo para decidir o representante sul-americano no Mundial de Clubes. Era um jogo para não ter fim. Mas teve e coube ao Internacional, ao fim de 180 minutos, apesar do empate no resultado agregado em 3x3, pelo critério do gol fora de casa, a vantagem da vaga.

Fosse o São Paulo o vencedor, estaria também em boas mãos. O goleiro colorado Renan mostrou certa instabilidade que pode ser fatal na grande final frente o bom Chivas. Ficou a impressão que os paulistas careceram um atacante de peso, tal como o dispensado Washington. Ricardo Oliveira é um excelente nome, mas sem companheiro. Fernandão não é atacante. Fernandinho talvez não fosse o peso ideal para a ocasião e Marcelinho Paraíba já passou da idade. O volante Hernanes destruiu no meio.

No Inter não tiveram grandes atuações. Com o resultado debaixo do braço souberam jogar do início ao fim com sobriedade para a vaga sob a batuta de Celso Roth. Parabéns aos gaúchos.