domingo, 4 de dezembro de 2011

Vasco 1x1 Flamengo (38º Rodada do Brasileiro)

O Vasco não jogou para ser campeão. Pode ter tido vontade, mas não teve bola. O Flamengo mostrou as mesmas deficiências do ano. Falta de marcação, passes errados, posicionamento equivocado e movimentação nula. No duelo de erros comuns prevaleceu a igualdade de sempre. 1x1. O Vasco não seria campeão se vencesse, o Flamengo ao menos se garantiu na Libertadores no ano do centenário do departamento de futebol.



05/12/2011 - 38º Rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio do Engenhão - Rio de Janeiro, RJ
Público Pagante: 34.064 (R$1.261.440,00)
Árbitro: Péricles Bassols Cortes (RJ)
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Gols: Diego Souza(VAS) 30'1ºT, Renato Abreu(FLA) 10'2ºT
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VASCO
Fernando Prass; Fagner, Dedé. Renato Silva, Jumar;
Nilton, Fellipe Bastos(Eduardo Costa), Rômulo, Felipe(Bernardo);
Diego Souza(Élton), Alecsandro
Técnico: Cristóvão Borges
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FLAMENGO
Felipe; Leo Moura, Alex Silva, Welinton, Junior Cesar (Rodrigo Alvim);
Williams, Fierro (Muralha), Renato Abreu, Thiago Neves;
Ronaldinho Gaúcho, Negueba (Deivid)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Feijoada

Feijoada boa na Tasca do Edgar, em Laranjeiras, com a vovó.
Muito bem servida, R$35 para duas (até três) pessoas.


* Foto surrupiada na internet.
* Não estamos na foto. Mas enquadrei onde estávamos sentado.

Filme de Sábado

Metal Tornado (2011), de Gordon Yang (EUA)


Este cartaz é infinitamente mas bem produzido que o filme. É sobre um tornado magnético que destrói tudo pela frente. Com baixíssimo orçamento, vale mais a imaginação sobre o que se está falando do que propriamente é mostrado. Feito para tv, tem como astro Lou Diamond Phillips, conhece? Então.. A ideia era que alguém fosse conhecer.


Visto no SyFy

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nós no NBB






Fui captado pela lente da Fla Imagens










Rodada Dupla de Basquete


Estive, na tarde deste sábado, no Tijuca Tênis Clube, para uma rodada dupla pelo Brasileiro de Basquete. No Flamengo, marcava a despedida de Leandrinho, que vai disputar a temporada da NBA pelo Toronto Raptors.

Tijuca 66 x 73 Bauru

Mais uma vez, o Tijuca começa voando a partida. A segunda metade do primeiro quarto poderia ser um jogo de play-off. Cesta de três atrás de cesta, um toma-lá-da-cá intenso. Só que o ritmo diminuiu, e já na volta do intervalo, o terceiro quarto do Tijuca foi desastroso. Mesmo com muita vontade não deu para reverter por completo os 12 pontos de vantagem que o Bauru chegou a abrir. Mas saiu aplaudido.

Flamengo 93 x 55 Liga Sorocabana

O time paulista sabia que ia apanhar. Por mais vontade que tivessem, não tinha como ter outro resultado. Foi um passeio. Na despedida do Leandrinho, que saiu cestinha, o brilho foi do argentino Kammerichs. O cara é foda. A melhor conexão Brasil-Argentina, sem dúvida, Kammerichs-Marcelinho.

Filmes Vistos na Sexta


Os primeiros da temporada férias 2011/2012:

 Bottle Rocket (1996), de Wes Anderson (EUA)

É o primeiro longa do Wes Anderson. Com roteiro dele e do amigo Owen Wilson, que estréia como ator juntamente com os irmãos Luke, e Andrew, que tem um papel menor. Foi um fracasso de público, mas é um filme bom que lançou a carreira de todo mundo. Tem o Mark Mothersbaugh fazendo a música. Para Martin Scorsese, um dos 10 melhores do anos 90.

Visto no Max*

 Easy A (2010), de Will Gluck (EUA)

Com a musa geek Emma Stone, um filmezinho bobo sobre a adolescência norte-americana. Pelo papel Emma ganhou o MTV Movie Award de melhor perfomance cômica. Apesar do pouco peso, é uma categoria vencida por pesos pesados: Jimmy Carrey (5x), Dustin Hoffman, Johnny Depp, Jack Black. É uma queridinha de Hollywood se firmando no cenário.

Visto na Hbo Hd
Zombieland (2009), de Ruben Fleischer (EUA)

Uma comédia sobre zumbi. De novo, Emma Stone em cartaz. Um filme divertido. Em uma cena, Jesse Eisenberg critica o Facebook. No ano seguinte, ele interpretaria em The Social Network (2010), Mark Zuckerberg, o criador do Facebook.

Visto no Max Prime

O primeiro dia (in)útil

Férias no trabalho, mas ainda não na faculdade. Na manhã de sexta era para ter ido à faculdade melhorar a nota. Dada as condições de saúde foi impossível sair da cama. Fica a nota do jeito de está. Segunda, 5, tem prova decisiva. Ainda tenho que estudar. Passar nela vai definir todo o meu futuro. Tem muita coisa em jogo. Sério.

Então tomamos o dia para recuperação física. Fazendo nada.

Quer dizer ponto alto da vida social: Tomar suco de mamão c/Laranja com a Namorada.

A primeira noite: Queimei a largada


Tudo bem que as coisas começaram estranhas. Ainda na quinta, dia 1, exagerou-se na dose etílica. O que era para ser um bom show comemorando os 30 anos do punk rock classicão dos Inocentes (SP), no Teatro Odisséia, virou um grande blackout bebum que atrasou os amigos que foram (e não viram) o show. A noite deu ponta-pé na casa de um colega de trabalho na Lapa, passou pelo Odisséia, e terminou em glória por poder abraçar aliviado a própria cama.



Vale a visita (pelo pouco que pude acompanhar) à banda de abertura: Beach Combers (RJ)



* Camisinhas distribuídas pelo Dia Mundial da Luta Contra a Aids

* Vale pelos cascos do Bar do Crispim

Merecidas férias

Como bom estagiário, no posto desde março, começa agora minhas férias. 15 dias. Só 15? Absolutamente, não. Meu descanso começa no dia 2 e vai até o 16. Depois tem um fim-de-semana, e dia 19 eu volto. No dia 20, o Tribunal de Justiça entra em recesso e volta em 9 de janeiro. Há especulação sobre a obrigação de dois dias de trabalho durante este tempo. Ou seja, são apenas, no máximo, três dias de batente nos próximos 40 dias. Férias!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Duque de Caxias: Campanha para pior time do mundo


O Duque de Caxias está em frangalhos, após quinze rodadas de sua terceira temporada na segunda divisão do futebol brasileiro. O time, com larga vantagem, é o lanterna. Tem quatro empates, nenhuma vitória, e onze impressionantes derrotas. Mesmo não sendo famoso pelo público no estádio, os números impressionam. Nas últimas quatro partidas conquistou 375 pagantes. 94 por jogo. Com um aperto dá num fusquinha...

Agora o que impressiona é que o Caxias joga em qualquer lugar. Não tem tempo ruim. Ou talvez o tempo seja tão ruim, que ele joga em qualquer lugar. Em sete partidas com mando de campo, foram cinco estádios. Cinco. São Januário, Engenhão, Guilite Coutinho, Cláudio Moacyr e Raulino de Oliveira. Em quatro cidades diferentes: Rio de Janeiro, Mesquita, Macaé e Volta Redonda. Isto porque o time é de Duque de Caxias.

O Caxias tem mais estádios que pontos na Série B. Está cinco a quatro. Estão seguidos de perto pelo número de técnicos: três. Alfredo Sampaio, Valdyr Espinoza, e, agora, Paulo Campos. Na verdade o Superior Tribunal de Estatísticas Esdrúxulas está contabilizando se as vezes em que Caco Espinoza assumiu interinamente o time conta ou não. Se contar, o Caixas terá um ponto para cada técnico a beira do campo.

Brasileiro: Cruzeiro 0x1 Flamengo (14º Rodada)

Na décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo foi até Sete Lagoas, Minas Gerais, enfrentar o Cruzeiro, na Arena do Jacaré. Com a fome obstinada de quem persegue a iderança do torneio, o rubro-negro foi muito mais incisivo ao longo da primeira etapa. Tinha mais posse de bola, que traduzia em volume de jogo. O Cruzeiro estava acuado, sem padrão tático. Não conseguia levar perigo.

Numa boa jogada, Léo Moura tocou para Ronaldo Gaúcho que se livrou da marcação e deu um passe perfeito na entrada da pequena área. Tão perfeito que até Deivid faria. E fez. O inacreditável quase artilheiro do campeonato, com seis gols, teve mais uma atuação apagada. Eclipsado por impedimentos, erros de posicionamento e de passe. Ainda assim, anotou o único gol da partida, e segue sendo unanimidade, apenas, na cabeça de Luxemburgo.

Na etapa complementar, o Cruzeiro acordou. Ou esboçou. Jogando em casa, quis – sem sucesso – evitar a terceira derrota seguida. Sempre levando perigo através dos pés do argentino Walter Montillo. O time carioca se acomodou e jogou como se já houvesse consolidado o resultado. Quanto ao meia Thiago Neves já não passa no vazio o volume de jogadas que morrem em seus pés. Nos minutos finais, cabelos foram arrancados dos ambos os lados da torcida, ao passo que o Cruzeiro chegava próximo ao empate. Mas mesmo com seis minutos de acréscimo, o Flamengo leva o 1x0 e continua a um ponto do Corinthians, este com um jogo a menos.

Copa Sul-Americana: Bella Vista (URU) 1x1 Unv. Católica (CHI)

No primeiro jogo da edição 2011 do segundo maior torneio de clubes do continente, a Copa Sul-Americana, o pequeno time uruguaio do Bella Vista recebeu o tradicional Universidade Católica, do Chile, no acanhado estádio LuisFranzini, do rival Defensor, na capital, Montevidéu.
Enquanto a Católica tentava trabalhar as jogadas, o Bella Vista jogava pelos contra-ataques. Embora os chilenos quisessem um jogo mais bonito, o abuso no erro de passes impedia qualquer sucesso. Ironicamente, tão displicente quanto nesse quesito da parte tática, os uruguaios por precisarem de menos toques na bola, a princípio, se deram melhor.
Porque no contra-ataque se joga também no susto do adversário que pode não saber o que fazer vendo um atacante em velocidade vindo em direção ao gol. Foi assim que os vinte e três minutos, o árbitro brasileiro Leandro Vuaden viu falta, e foi consultar o bandeira para validar pênalti a falta cometida a um metro da área. Penalidade que não é, entra. Aos 24, IgnacioNiccoli abriu para os donos da casa.
Sem mudar a tônica do jogo, a Católica saia ainda mais ao ataque. O Bella Vista chutava pelo nariz. Assustado numa bola que, chutada, não saiu de perto da defesa e ainda caiu no pé adversário, a defesa uruguaia fez falta boba a centímetros da área. Na cobrança, o argentino Pablo Calandria correu sozinho para tirar a bola do caminho do goleiro. Era o empate. O arqueiro local Nicolás Gentillo saiu destaque, numa partida pobre de talentos individuais.
Na segunda etapa, o ritmo caiu. As equipes se não aceitaram o resultado, também não queriam correr o risco de levar outro gol. Para os chilenos, era a vantagem do gol fora de casa. Para os uruguaios, o retorno, desde a Libertadores 1990, a uma competição continental fazendo um papel razoável. Assim, sem sobressaltos, os últimos quarenta e cinco minutos foram chatos. Do mesmo futebol fraco tecnicamente do início, mas sem a mesma pegada.
As equipes voltam a se enfrentar em 16 de agosto, em San Carlos de Apoquino, em Santiago. O vencedor pega o também chileno Deportes Iquique, por uma vaga nas oitavas-de-final.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Copa América > Argentina 3x0 Costa Rica

A situação era muito tensa para os hermanos. Era vencer ou vencer. Isto para não correr o risco da humilhação sem precedentes de ser eliminado logo na primeira fase do torneio continental jogando em casa. Levando em consideração que os alvi-celestes não ganham um campeonato desde a Copa América de 1993.

A Província de Córdoba abraçou a seleção local. Desde sempre foi uma festa, deixando completamente a parte qualquer crítica ao nível técnico do time nos empates esdrúxulos contra Bolívia e Colômbia, ou a atuação e comportamento do melhor do mundo, Messi. Era a apoteose da cidade que recebera apenas sete vezes o selecionado.

A Argentina foi superior desde o apito inical. Mas durante os primeiros 45 minutos, a bola não entrava apesar das insistentes assistências de Messi aos colegas de ataque. O nervosismo era maior que qualquer talento. Até que nos acréscimos, Aguero deu alívio que o país clamava. 1x0.

Na etapa final, a Argentina ampliou o controle da partida. Não havia possibilidade para outro resultado. Os hemarnos ampliaram com outro de Aguero e Di Maria. 3x0. Ressalve-se que o adversário era o combinado sub-22 da Costa Rica. O placar foi bom, mas há um mundo para se melhorar. Prova é que a Colômbia termina a primeira fase com líder do grupo. O Uruguai pode ser o adversário nas quartas. Um clássico que deveria esperar um pouco mais para dar o ar da graça.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cilada.Com (2011), de José Alvarenga Jr.: Uma quase cilada.

A versão cinematográfica da série de sucesso Cilada, exibida pelo Multishow, leva a marca da direção de José Alvarenga Jr. O seu modo peculiar de misturar televisão e cinema está lá. É pode-se dizer uma estética própria, sua marca. São quase inexistentes os apelos visuais, grafismos, são poucos os atores, não existe nada subliminar. A força está toda no texto. Para o bem ou para o mal, Alvarenga não tem estética.

Só que, roteirista e protagonista, Bruno Mazzeo não está no seu melhor. Piadas prontas, repetidas, fogem do humor “stand-up” característico do seriado. Os personagens são quase os mesmos. A diferença é a necessidade para mostrar as mulheres bonitas. O que antes era a namorada do dia-a-dia (Débora Lamm), com o cotidiano de um casal, agora é um show sem sentido de motivos bobos para exibir as belas atrizes do momento: Fernanda Paes Leme, Carol Castro... Com certeza, o talento de Mazzeo é capaz de ir além desta tão tradicional bobagem fílmica.


Destaque positivo para participação de Serjão Loroza que rouba a cena com o pretenso diretor de documentários alternativos... talvez, ele já valha o ingresso.

*Diarios00 viu a convite da produção

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Breves Relatos Cinematográficos das Últimas Semanas (BReCÚS)

Joueuse (FRA/2009), de Caroline Bottaro. Com Sandrine Bonnaire e Kevin Kline
Ø  Um drama sob a pacata vida de uma dona-de-casa. Uhnn, não sai de cima do muro. Não decola na narrativa. Nem cativa pela personagem. Vê-se sem entusiasmo.
  
Vénus Noire (FRA/2010), de Abdellatif Kechiche. Com Yahima Torres, Oliver Gourmet
Ø  Excessivamente longo. Duas horas e meia. Menos 60 minutos a conversa seria outra. Impressiona a entrega de Yahima a uma personagem tão depreciada. Não veja

Mamonas pra Sempre (BRA/2011), de Cláudio Kahs.
Ø  Um gostoso documentário sobre a vida da banda que marcou uma geração. É simples, sem devaneios narrativos, mas cumpre seu papel. Atraí jovens.

Source Code (EUA/2011), de Duncan Jones. Com Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan.
Ø  Ficção científica interessante. Vende o peixe. Pipoca tranqüila.

Vespeiro: o atropelo constitucional do STF na união homoafetiva.

Não se trata de ser a favor ou contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo ou até mesmo a admissibilidade da adoção por estes casais (idéia que este DIARIOS00 aplaude). Trata-se de uma questão sobre a harmonia entre os poderes. Da discussão da função do Judiciário e do Legislativo. Ao primeiro cabe zelar pelo cumprimento da lei, ao segundo, da elaboração da lei.

A Constituição Federal de 1988 é clara.

Capítulo VII – Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idosos:
Art 226, III: para efeitos da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

Este inciso é regulado pela Lei 9.278/96:
Art1: É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.

É gritantemente claro que a lei fala de UM homem com UMA mulher tão somente. É inadmissível ao STF ler o que não está escrito. Interpretar ao sabor do vento que vale homem com homem, mulher com mulher. Para isto ocorrer é necessário um novo texto jurídico. Uma emenda constitucional que altere o texto da Carta Magma. Uma lei que altere o art1 da lei 9.278/96.

Ser a favor de uma posição não pode, não deve, nunca, significar atropelar os ritos legislativos em prol de um ponto de vista. Isto não condiz com a democracia, é um passo de estado autoritário.

Impressões via site da central telefônica "1746" da prefeitura do Rio

A prefeitura do Rio de Janeiro criou uma central de tele-atendimento 24 horas, com o intuito de ser única a todos os serviços do governo, o 1746. E inovou listando na internet todos os serviços passíveis de serem solicitados pelo número determinando o prazo para atendimento.

Tendo em vista operações análogas da Secretária Municipal de Transporte (SMTR) achei ser possível reclamar do crime de extorsão por “flanelinhas”. Na Rua Martins Ribeiro, no Flamengo, eles chegaram, “como nunca antes na história deste país”, há um ano. Fixaram residência. Dentre as atividades numeras pelo site do 1746 não é possível reclamar disto. É um caso, então, somente para a Polícia Militar. Ok, então.

Mas o portal indica que é possível reclamar, por ele, de animais presos em cativeiro. Faz parte das atividades da “patrulha ambiental”. Só me pareceu um pouco exagerado o prazo fornecido: 45 dias. Quer dizer, o cidadão vê um bicho preso em um lugar qualquer, reclama, e somente após um mês e meio é que alguém vai lá fazer a primeira avaliação da situação? É melhor dizer que não faz isto também. Ou finge que consegue fazer antes. Agora 45 dias é um exagero, um absurdo.

Agora, dentre todos, o meu favorito é a “fiscalização de incêndio florestal”: 7 dias. Acho que nem precisa comentar. É piada pronta. Depois que o vento já levou até as cinzas, os agentes de prontidão chegam ao local para averiguação. Até porque isto não seria para os bombeiros?

Estamos caminhando bem. Dá-le, Dudu!

domingo, 26 de junho de 2011

A tragédia do River Plate

O histórico era traumático. Anos de desempenho pífio no campeonato argentino levaram o River Plate ao duelo desempate por um lugar na primeira divisão. O duas vezes campeão continental vinha de uma derrota por 2x0 para o pequeno Belgrano, de Córdoba. Em casa, no Momental de Nuñez, o alvi-rubro precisava de uma vitória por dois gols para se garantir junto ao Boca Juniors e ao Independiente como os únicos eternos na divisão principal do futebol.

A torcida lotou o estádio. A festa era grande. O time sentiu o clima e pressionava. Um susto aos quatro minutos, o que seria um gol do Belgrano foi anulado por impedimento. Trinta segundos depois, Pavone levou o público ao delírio. Um belo chute de fora da área foi rasteiro no canto do gol. 1x0. Era a senha para o fim do pesadelo.

E o tempo foi se passando. Os passes foram se errando. A bola não entrava. A “hinchada” sentiu. O segundo tempo trouxe o desespero do relógio que não para. Não havia esquema tático. Não havia zaga, meio, ataque. Era tudo uma coisa só. A torcida inclusive. Até que bateram cabeça. Numa confusão da zaga, a bola rolou fácil para o Belgrano empatar. 1x1.

Tudo poderia ter um final diferente: se no primeiro tempo, o juiz deixou de marcar um pênalti claro, no segundo, ele deu outro que não foi às claras assim. Pavone, o autor do primeiro gol, teve a chance de virar herói. Com um guindaste nas pernas, a bola morreu nos braços do goleiro. Nada feito. Tinha que acontecer dois gols em trinta minutos. Não deu.

O jogo terminou quando a torcida aos quarenta e quatro começou a querer invadir o campo. Daí, não parou mais. A policia lançava fortes jatos d´água para conter o ímpeto dos mais exaltados acertando quem estivesse na arquibancada sob os seis graus Celsius de Buenos Aires. Não deixa de ser coerente a tentativa de agressão ao ex-presidente do clube entre 2001 e 2009 José Mária Aguilar responsabilizado por 11 em cada 10 torcedores pelo atual momento do River.

Até a Nacional B. É hora do campeão do mundo em 1986 olhar para frente.

sábado, 7 de maio de 2011

Boa Bellucci!!

Foi uma semana incrível. Depois de oito anos, desde Indian Wells, em 2003, com Gustavo Kuerten, o Brasil tem um tenista entre os quatro melhores num Master Series, série de nove torneios ao todo. Em Madrid, Thomaz Bellucci continua dando os passos firmes para ser, em definitivo, o segundo melhor tenista masculino na história do esporte. Ele venceu dois Top 10, o britânico Andy Murray, número 4, e o theco Tomas Berdych, número 7. Coisa de gente grande. Antes já havia batido o local Pablo Andujar e o alemão Florian Mayer.

Hoje, ele parou frente ao gigante sérvio Novak Djokovic, que não é atoa, número 2 do ranking, atrás de Rafael Nadal, a frente de Roger Federer. Só gigantes. Bellucci atropelou num primeiro set perfeito, vencido por 6/4. E continuou jogando bem, forçando Djokovic ao seu melhor, o que não é pouco. A vitória do sérvio no segundo set por iguais 6/4, foi merecido, e suada. Na terceira parcial, o brasileiro tentou, mas ainda pecou pelo constante desânimo psicológico. O lado mental ainda não vai tão longe quanto seu talento técnico. Perdeu por 6/1.

Madrid é mais uma etapa para este brasileiro, dono de dois títulos ATP: Gstaad, na Suiça, em 2009, e Santiago, no Chile, em 2010. Hoje, quem ler os quatro melhores do torneiro verá: Nadal, Djokovic, Federer e Bellucci. Isto, de verdade, não é qualquer coisa. Na segunda, o brasileiro voltará a seu melhor ranking histórico: 22º. (Re)Igualando o feito de Thomaz Koch. Só que Bellucci, de 23 anos, ainda tem muita lenha para queimar. O futuro nos espera, e ele vem sorrindo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Porque senhora GL Eventos? Porque Flamengo?

Nenhuma cidade do país tem um vínculo tão forte com o basquete que Franca, em São Paulo. O time local remota longas décadas. A série válida pela semifinal do campeonato brasileiro (NBB) contra o Flamengo é um dos grandes confrontos do nosso esporte. A primeira partida, nesta sexta-feira, às 21h00, no Rio de Janeiro, será no HSBC Arena, cuja gestão está a cargo da GL Eventos.

A Arena Multiuso foi construida para o jogos Pan-Americanos, no terreno do finado e saudoso autódromo, e estava para virar um elefente branco. Até que a inciativa privada se aproveitou que o poder público havia feito o favor de gastar uma fortuna com a instalação e passou a administrá-la para eventos em geral, mormente, shows e jogos de basquete. ok.

A Arena é longe, porque não é abastecida por nenhum meio transporte de massa e poucas linhas de ônibus passam por perto. Considere que o jogo acabará perto das 23h00, e conclua que não haverá meios de sair do local. Para garantir o mínimo de conforto e segurança, indo de carro, o estacionamento oficial, o único na região, a outra opção é largar o veículo com flanelas perto do evento, custa R$20,00.

O ingresso é um caso aparte: R$30,00. O local tem vários setores. Mas o valor é único. Não tem variação entre caro e barato. Tente convencer uma amiga, namorada, noiva, esposa a ir junto. Pague ambas as entradas e o estacionamento. São R$80,00. Apenas para início de conversa. O jogo terá transmissão, ao vivo, pelo Sportv. É fácil concluir, mais uma vez, repetindo as últimas temporadas, desde que o Flamengo passou a jogar no estádio, que ninguém irá.

O Franca é favorito. Ficou em primeiro lugar na fase de classificação. Após a partida no Rio, terá dois jogos em casa, numa série melhor de cinco. Tendo em vista a dificuldade do confronto, já está marcado, que se houver uma quarta partida, a segunda e última no rio, ela será no Tijuca Tênis Clube, casa histórica do rubro-negro. Local onde as entradas não passam de R$10,00 e tem farto abastecimento de transporte público.

Hoje, o torcedor do Flamengo tem que torcer contra o próprio time, para forçar a quarta partida, para poder vê-lo em ação. O HSBC arena não existe. É longe, caro, sem tradição. Saudades da Gávea, que mesmo após reforma, ainda não tem condições de receber partidas do seu dono. Viva o Tijuca. Que assistiu a boa parte da história do basquete do flamengo nas últimas décadas.