Nas ruas de Juiz de Fora, o torcedor já se permitir cantar "É campeão". Mesmo com a derrota, fora de casa, contra o desesperado Democrata, de Governador Valadares, por 2x1, o Tupi está praticamente consolidado entre os quatro primeiros do campeonato. O empate nos jogos da Caldense e Villa Nova selaram o positivo destino do Tupi que saiu de três derrotas seguidas no início do campeonato à consagração na vitória por 2x1 sobre o América de Belo Horizonte, com transmissão na tv aberta, em plena Sete Lagoas. A única ameça é o Nacional que precisa tirar a vantagem no saldo de 8 gols. Missão Difícil. Com isso, o galo carijó se prepara para receber o "parente" da capital, no próximo domingo. Em JF o clima é único, vai dar canja.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ainda há esperança: Tijuca 76x83 Flamengo (NBB - 28ºR)
Não deu para o Tijuca garantir, em quadra, na quinta-feira, contra o Flamengo a desejada classificação aos play-offs do NBB. Em casa, com grande torcida local, mas pouco barulhenta frente à horda adversária, em partida disputada, o rubro-negro venceu por 83x76, levando a melhor no primeiro e último quartos (23x27; 18x26). O Tijuca venceu o segundo e terceiro quartos (21x18; 14x12).
É complicado afirmar que tivessem os tijucanos melhorado aqui e ali poderiam ter vencido. A equipe da gávea é melhor, com jogadores em outro nível técnico. O Tijuca apresentou erros de precipitação de jogada, e algumas faltas bobas. Mas dizer que isso mudaria este jogo é outra coisa. Caberia durante a temporada. Houve muita reclamação quanto à arbitragem, supostamente, tendenciosa ao time grande. É uma analise perigosa, mas válida no calor do momento. O Tijuca se portou como time grande. Focado na vitória. Só que, ali, só isso não bastou. Mas guarda bons nomes como o pivô Rodrigo Bahia, que teve boa atuação, e o (ainda) promissor armador Gegê.
Agora resta aos tijucanos secar o Minas. Ambos com o mesmo número de vitórias, o Tijuca leva a melhor no confronto direto. O time de Belo Horizonte perdeu, nesta sexta-feira, fora de casa, para o Brasília. No domingo o jogo é contra o Bauru, em São Paulo , às 11h. A derrota significa a classificação para os cariocas. Ainda há esperança.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
A última chance (Tijuca x Flamengo - NBB 28º Rodada)
Hoje, às 19h00, o templo do esporte carioca, a quadra do Tijuca Tênis Clube, recebe Flamengo x Tijuca, o clássico da cidade, pela última rodada do NBB, o campeonato brasileiro de basquete. O Flamengo em 4º, já está classificado para as quartas-de-final, enquanto o Tijuca, 13º, busca um lugar acima na tabela para garantir-se nas oitavas-de-final da competição.
O astro rubro-negro Marcelinho Machado não joga, ainda se recuperando de lesão na mão esquerda. Mesmo assim, o time da gávea é amplo favorito para o confronto, com 74% de aproveitamento. São 20 vitórias. Os cinco titulares devem ser: Fred, David Jackson, Duda, Kammerichs e Caio Torres. Completam: Teichmann, Hélio, Átila, Chris Hayes. Do esquadrão, Kammerichs estava em quadra no bronze olímpico argentino, em 2008, em Pequim, e no banco, o técnico Gonzalo Garcia era assistente de Sergio Hernández.
Com apenas 33% de aproveitamento (9 vitórias), o Tijuca, comandado pelo técnico Miguel Ângelo da Luz, joga a última carta da temporada. O time vem de derrota em casa, por apenas um ponto, numa virada nos instantes finais de jogo (76 x 77 Limeira). O ala-pivô Case já avisou, eles “vêm com tudo” para o jogo de logo mais. Os titulares: Gegê, Manteiguinha, Lima, Fernando Mineiro, Rodrigo Bahia. Completam: Case, Coloneze, Jefferson Sobral, Marcellus, Ricardinho.
Entre os torcedores há os rubro-negros que defendam o “entrega”, afinal o Flamengo não perde mais o quarto posto. E a eliminação precoce pode ser o fim do basquete tijucano. Lutando contra a falta de verbas, a classificação a fase final traria um ânimo extra na busca por patrocinadores. O tradicional clube carioca merece este posto.
Links:
Tijuca Basquete:
http://tijucabasquete.com.br/2012/04/04/tijucario-enfrenta-flamengo-em-decisao-para-ir-aos-playoffs/
Flamengo Basquete:
NBB:
segunda-feira, 19 de março de 2012
Toffoli, Russomano, e as eleições paulistas
À época da estreia entre os onze guardiões da Constituição, o, hoje, ministro do STF, Dias Toffoli, causou reboliço em parte da sociedade. Havia questionamento sobre o seu “notório saber jurídico”. Incipiente obra literária, fraca carreira acadêmica e a tentativa frustrada de ingresso concursado na magistratura. Por outro lado, outro tipo de credencial chamava mais atenção: o histórico como advogado do PT. Mesmo partido do presidente que o catapultava a vitaliciedade no topo da pirâmide do Judiciário. A consequência é que há aqueles que policiam qualquer vírgula do ministro sob a injustiça premissa: ele está favorecendo os petistas.
Recentemente, em plenária, orelhas coçaram. O Supremo apreciava embargo de declaração sobre embargo de declaração do ex-deputado federal Celso Russomano (PRB-SP). A princípio se observou se era cabível a prorrogação de competência ao STF visto que o impetrante não é mais membro do Congresso Nacional. A maioria entendeu que não. Toffoli foi um dos poucos que entendeu em contrário, aplicaria a prorrogação de competência. De qualquer monta, a casa foi unânime que a matéria levantada já havia sido enfrentada, sendo inclusive desnecessário até mesmo o primeiro embargo, quanto mais o segundo. Até aí, tudo bem.
Quando já se seguia ao próximo julgado, Toffoli intercedeu. Ele requeria o registro do voto concedendo Habeas Corpus preventivo para o trancamento da Ação Penal em curso contra Russmano, algo sequer levantado. Toffoli relatou o primeiro embargo, Luiz Fux do segundo. Este ficou espantado com o voto do nobre colega. Trazia-se a baila uma interpretação única sobre a natureza da elementar do tipo penal. O ministro Ayres Britto interveio reafirmando – indiretamente – a estranheza quanto ao posicionamento, diga-se, benéfico a Russumano.
O ex-deputado é pré-candidato do PRB à prefeitura de São Paulo. A capital paulista vê-se numa nacionalizada campanha municipal. Lastreada na força de Lula, o PT lançou o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, ilustre desconhecido aos rincões de voto. No cenário contra o favorito José Serra (PSDB) toda ajuda é bem vinda. Inclusive o apoio do PRB, que, por isso, ganhou o ministério da Pesca e Aquicultura, a cargo do senador Marcelo Crivella (RJ). No vale tudo da política é estranho que justa e unicamente o ministro Toffoli vote pelo trancamento da ação penal, sequer em debate, do pré-candidato (bom de voto). Político que o partido ao qual era ligado quer muito o apoio na eleição que balançará a política nacional, inclusive, e principalmente, até quanto ao futuro presidente.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Selo de garantia de procedência às rochas fluminenses
Por mérito conjunto do governo do Estado, com a iniciativa privata, três rochas do Noroeste fluminense - Carijó, Madeira e Cinza - receberão a certificação DOC (Denominação de Origem Controlada), garantindo a exclusividade da qualidade do material rochoso único no mundo à região do Rio de Janeiro, pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual). Agora, a expectativa é elevar em até 70% o valor das pedras.
Na Cinelândia, espera de 60min pelo transporte público
Amigo do blog Rio Político esperou uma hora até conseguir entrar em um transporte público da Cinelândia até o Corte do Cantagalo, em Copacabana. Chegou a praça, no centro da cidade, às 22h20, a espera do ônibus da linha 128. Depois de 10 min, veio um da linha 125, que o faria andar mais até o destino final, então, preferiu esperar. Mais 10,15,20,30,40 minutos e nenhum outro ônibus com destino a Copacabana, Leblon... Nada! E olha que a lista é extensa: 121,123,125,127,128,132,177...
O jeito foi aceitar o Metrô e sua passagem extorsiva. Como não era o dia de sorte do camarada, ao chegar na estação, acabava de sair uma composição com destino a General Osório. Restou sentar, e esperar. Veio outro com destino a Botafogo, não o suficiente para quem quer para as bandas de Copacabana e além. Espera mais um pouco até, finalmente, conseguir entrar em um transporte público, uma hora depois da epopéia, até a estação Cantagalo, para quase meia-noite chegar em casa.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O que comentar?
O que o carioca pode dizer sobre a aliança Cesar Maia (DEM) e Garotinho (PR), formalizado na tarde desta segunda-feira, no centro de convenção Sul-America (inaugurado na gestão de Maia)? É evidente que ambos estão preocupados, desesperados, com a força da máquina de Paes e Cabral.
Contra a reeleição de Paes (PMDB), levanta-se a chapa Rodrigo Maia/Clarissa Garotinho. Já em 2014, contra o indicado de Cabral, possivelmente o atual vice Pezão (PMDB), a nova coligação ventila a dobradinha Garotinho/Cesar Maia.
De qualquer maneira, para onde olhe, o carioca, o fluminense, não tem para onde correr. A aliança formalizou o tradicional vale-tudo da política e, deixa sem chão a lisura e a moralidade.
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Subsídio para quê?
O valor da passagem das Barcas Rio-Niterói passará, nesta quinta-feira, de R$2,80 para R$4,50. 63% de aumento criminosamente aprovado pela Alerj, Assembleia Legislativa do Estado. A solução do governador, Sérgio Cabral, foi mandar a todos se inscreverem no programa "Bilhete Único", para quem tiver o cartão a passagem será de R$3,10. Fica, em oculto, para grande parte da população que os R$1,40 de diferença será pago pela população, subsidiado pelo governo. Como quem vai, sempre volta, serão R$2,80 de passagem a mais pagos com dinheiro públicos para abastecer o transporte público privatizado.
O Rio precisa debater se esta - o subsídio governamental - é a solução para um sistema de transporte público sobrecarregado, mal-adminstrado, privatizado.
> No início da tarde, desta terça-feira, foi decido pelo aumento do Metrô Rio, de R$3,10 para R$3,20. O novo valor entra em vigor no início de Abril.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O título da Inocentes de Belford Roxo
Desde os idos de 2011, já circulava o boato de que a Inocentes de Belford Roxo seria a campeã do carnaval do Grupo de Acesso, em 2012. Não deu outra, por boa diferença, ela levou o título, e o lugar no mais balado carnaval do mundo, o Grupo Especial do Rio de Janeiro.
O presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes, também é presidente da Lesga (Liga da Escolas de Samba do Grupo de Acesso A e B), que comanda os desfiles e a apuração. A vitória gerou revolta no mundo do samba, abalado (como sempre) por suspeitas de fraude.
A prefeitura do Rio, através do presidente da RioTur, Antonio Pedro Figueira de Mello, revoltou-se, cortou relações com a Lesga, e não a reconhece como gestora do carnaval. O estopim foi a alegação de descumprimento de contrato entre as entidades. Antes da apuração, foi decidido, por unanimidade, entre as escolas fundadoras de Lesga, que não haveria rebaixamento para o Grupo B, pelo atraso no repasse de verbas pela prefeitura, e pelo desalojamento das escolas dos barracões pela obras do "Porto Maravilha".
Parece gritaria da prefeitura e é. Ou será que houvesse o rebaixamento ela estaria fazendo a gritaria? Ou será que agora ela vai forçar o rebaixamento neste carnaval? Ou será que Eduardo Paes vai solicitar as imagens do desfile ao SBT HD assistir em casa, ao lado do assessor Guaraná e de Antonio Pedro, e vão os três decidir o novo campeão?
Ou será que o fato de Reginaldo Gomes, vereador por Belford Roxo, querer se lançar a prefeito pelo PSDB tem alguma coisa haver? Afinal, irá atrapalhar os planos de reeleição de Alcides Rolim (PT), aliado - até segunda ordem - do PMDB do Cabral e Paes.
Confusão no carnaval sempre existiu. Sempre foi político. É só um novo capítulo. Igualmente, sem mocinho.
Realidade Carioca
É forte a campanha para o carioca utilizar transporte público. É forte a pressão para evitar o carro, principalmente sob o efeito do álcool, que é crime e foco da badalada Operação Lei Seca. Não é forte, entretanto, o eco no poder público e na mídia, do sofrimento e do grito diário da população pelas melhorias no transporte público. Do aumento das passagens, em 63%, o das barcas, de R$2,80 a R$4,50, mesmo subsidiado pelo governo, a caótica ausência de ônibus nas madrugadas são inúmeros os problemas.
Fato real: O sujeito pega um ônibus, linha 184, na rua das Laranjeiras até Copacabana, às 01h30 de domingo. O ônibus tem intervalo de meia em meia hora, a princípio. Paga a passagem de R$2,75. E, já na rua Barata Ribeiro, o veículo bate em grande desnível da pista, e quebra. Aos passageiros são dada duas soluções: continuar a pé, ou esperar o próximo - e distante - coletivo.
A questão é fazer o passageiro sofrer isto sabendo que a prefeitura deu o maior aumento nominal da passagem na história da cidade no início do ano (de R$2,50 para R$2,75), além de reduzir a aliquota do ISS das empresas de ônibus de 2% para 0,01%. Além disso, a Barata Ribeiro, recentemente, sofreu intervenção do Asfalto Listo, que visa justamente "levar melhorias à pavimentação", como descrito no site da secretaria municipal de Obras. Até última - e desatualizada - conta já foram mais R$476,3 milhões no projeto.
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A disputa mais interessante de 2012
Às 05 horas da manhã, desta segunda-feira, 27 de fevereiro, o twitter de José Serra (PSDB) deu ar oficial ao que já se sabia desde o fim-de-semana, ele é pré-candidato a prefeitura de São Paulo. Agora é para valer, foi nacionalizada a disputa pela capital paulista, do outro lado, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT).
A figura chave deste processo responde por Gilberto Kassab (PSD). Pouco conhecido do público, ele saiu de vice de Serra para prefeito reeleito, presidente do partido com 3º maior representação na Câmara, com 55 deputados federais. A candidatura de Serra traz o PSD de Kassab, que ensaiava aproximação ao PT.
O ex-presidente Lula vem com força apoiar Haddad, que não tem nome em São Paulo. Eles contam com a forte rejeição a Serra, que em 2006, apesar de dizeres contrários, renunciou a prefeitura para concorrer e vencer a disputa pelo Governo de São Paulo. A senadora Marta Suplicy, ex-prefeita 2001-2004, que queria a vaga petista, tende, agora, a aceitar a derrota interna e apoiar a candidatura de Haddad.
Tanto Haddad quanto Serra, ainda pendem de aprovação interna, se haverá ou não prévias. O PT tenta fugir do sistema de validação, e pretende lançar o nome de cima para baixo. No PDSB, as prévias parecem inevitáveis. Serra vai tentar a vaga contra José Anibal e Ricardo Trípoli. Outros dois pré-candidatos Bruno Covas e Andrea Matarazzo retiraram o nome após o anúncios de Serra. O Brasil aguarda ansioso o maior embate político do ano, que carrega rá conseqüências para a eleição presidencial de 2014.
São Paulo é o grande bastião da oposição. Desde 1995, os tucanos controlam o governo do Estado, e desde 2005, costuram alianças para vitória na prefeitura. Perder a capital seria o símbolo da derrocada às ambições petistas.
Paes quer ser o dono do carnaval
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e o governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), iniciaram uma cruzada para afastar os líderes do jogo-do-bicho do carnaval carioca. Para aliciar a cúpula da agremiações, a prefeitura joga pesado, com o dinheiro do contribuinte. Desde a posse, em 2009, Paes já deu R$ 18,9 milhões dos cofres da prefeitura em reformas estruturais nas quadras de escolas. Além do R$ 1 milhão/ano cedido a cada agremiação do Grupo Especial, sob as mais diversas formas, a atual o Viradão do Momo, é alvo de investigação do Ministério Público Estadual.
Querem afastar o jogo do bicho, substituindo-o pelo financiamento maciço do poder público.
A questão central é o uso de verbas públicas para o patrocínio de uma atividade privada, gerenciada pela iniciativa privada, com lucros voltados ao privado, a qual o acesso do público só é permitido através do pagamento de ingressos, seja ensaios nas quadras, seja o desfile no Sambódromo. Tem algo errado nisso.
Lista de Obras:
Construção de nova quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel. R$8,4 milhões
Revestimento Acústico no quadra da União da Ilha. R$5,3 milhões
Melhorias na quadra da Portela. R$3,1 milhões
Melhorias na quadra da Império Serrano. R$1 milhão
Melhorias na quadro do Salgueiro. R$998 mil
Fonte: Jornal O Globo, 26/01/2012
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pequena interrogação sobre o Resgate do Desabamento
Em operações deste porte, a busca por sobreviventes em meio as toneladas de entulho, a velocidade do trabalho é retardada por um detalhe: o não uso de maquinária pesada, isto porque as retroescavadeiras pressionam ainda mais os destroços reduzindo a possibilidade de sobreviventes. Na tragédia carioca vê-se o passeio indiscriminado de tais veículos, sem, ao menos, um comentário sobre a possível viabilidade deles. A quem crê que já se passou muito tempo (48h), vale lembrar que há caso de resgate após 16 dias. Em se tratando de vidas, cautela nunca é demais.
Os centavos da discórdia II
No anoitecer fui ao Extra, antigo Sendas, mesmo inferno, do Largo do Machado. Independe ao fato, das duas marcas serem do mesmo dono, o grupo Pão de Açúcar, traz a tona o ditado: mudança de fachada. As poucas opções continuam. Entendendo um pouco de distribuição percebe-se que é um mercado limitado, voltado para classe C, como se ela tivesse um único padrão alimentar. São poucos caixas para o grande movimento, por ser o único da região, levando a grandes filas. A opção é o Zona Sul, da praça São Salvador.
A questão de momento é esta: o troco foi de 13,67. Quanto o caixa me retornou? R$13,65. Tive que perguntar se era uma orientação da gerência (maléfica) para arredondar para baixa o troco neste tipo de situação. A caixa murmurou alguma coisa. Disse que as moedas de um centavo não são mais feitas. Não vou discutir com ela. É pura perda de tempo no último quadro do organograma. De qualquer maneira, eis que, a mesma retira uma pequena bolsa. E dela cata duas moedas de um centavo. Sim, elas existem e estão escondidas para as pessoas chatas. Fico feliz de ser uma delas.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A nova explosão de prédio no Rio
Assim como foi o Google, quem, pela primeira vez, organizou as linhas de transporte público no Rio de Janeiro e disponibilizou os dados para pesquisa, num projeto pioneiro, que teve apenas o apoio, atrasado, do governo do Estado, é da empresa americana a foto que soluciona o mistério que permeou, durantes horas, a versão oficial da prefeitura do Rio: quantos prédios desabaram na avenida 13 de maio, no centro da cidade?
A notícia é da Globo News, foram três prédios. A foto do Google Earth não deixa dúvida.
Tendo em vista a lei municipal que proíbe estacionamento, mesas de bares, e afins sobre calçadas com bueiros, descrito assim mesmo, de forma absurdamente genérica, do vereador Rubens Andrade (PSB) sancionada pelo alcaide Dudu (PMDB), com o segundo desabamento de prédio em quatro meses será que, seguindo a lógica dos diletantes homens-públicos, eles vão proibir prédios na cidade do Rio de Janeiro?
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Os centavos da discórdia
Segundo o Banco Central, há no Brasil, exatas 3 bilhões 190 milhões 853 mil e 399 moedas de um centavo em circulção. Apesar do número, o fato é que no comércio, no dia-a-dia do brasileiro, ela sumiu. O que não deveria, mas leva o consumidor, em algumas situações, a ter dor de cabeça com a má-fé na hora do troco.
Fui ao mercado Zona Sul, numa noite, em frente ao cinema Roxy, em Copacabana. Confesso que ainda me é estranho a multiplicidade de idiomas em um mercado, para mim, de bairro. Falta um Zé das 'Coves' para legitimar o ambiente. Noves fora, foi uma rápida compra de poucos itens. O valor foi baixo, e o troco de 58 centavos. Ao sair, vi em minhas mãos, três moedas no total de 55 centavos.
É claro, que o dinheiro em si é totalmente irrelevante, do ponto de vista do indivíduo. Pela corporação, entretanto, é totalmente reprovável. Fui até o gerente, que ao dispor do texto até o momento, me surpreendeu. Foi totalmente receptivo com a situação. Pediu, no que interpretei, sinceras desculpas. Disse que a orientação é para o caixa arredondar para cima, sem prejuízo ao operador / funcionário. Ele me deu os cinco centavos da discórdia. E novamente se desculpou. Ele pediu para ver a nota para ver quem foi que proferiu o erro. De verdade, não desejo pior a ninguém. Do ponto de vista, do cidadão, do consumidor, me sinto feliz por ter feito, o que para mim, é a coisa certa.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Yakissoba de Camarão
Olhar o relógio batendo 23h de domingo, com o estômago vazio, e não ter nem teia de aranha na cozinha, é chato. Sorte que o Panda's, na esquina da Xavier da Silveira com a Barata Ribeiro, dos chineses, entrega enquanto houver cliente. Das cozinhas alhures veio um razoável Yakissoba de Camarão (R$14,00). O macarrão chinês é o mais pedido da casa. Não figura entre os melhores da cidade, mas ajuda a fome. O tuque é pedir para vir com pouco legume, senão a cozinha carrega nos vegetais de origem desconhecida. Serve 1,5 pessoa. Isso mesmo. Serve 1,5 pessoa, ou duas mulheres. De qualquer maneira, vale a pena. Principalmente, domingo à noite.
Weltenburger Kloster Anno 1050
Após alguma reflexão vejo como positiva a iniciativa de cervejarias produzirem aqui (boas) marcas tradicionais lá de fora. Por mais que siga um rigoroso controle de qualidade, para manter o padrão e o nome que carregam, não é a mesma coisa (pelo menos no status da coisa) beber uma cerveja alemã, feita na Alemanha, e uma alemã, feita no Brasil. De qualquer maneira, é uma excelente ideia para driblar os hediondos impostos que pesam na importação, e deixam mais acessível o bom sabor cervejeiro.
Da cervejaria Petrópolis, a Weltenburger Kloster, tradição desde 1050, é uma Märzenbier. É uma cerveja bonita, espuma grossa, sabor marcante. Se soubesse descrever com detalhes técnicos o faria. Limito-me a dizer que é muito boa, e surpreendeu as minhas expectativas. Levando em conta o bom preço, em torno de R$5,00, o latão, é um nome interessante, que sobressai, na atual (irritante) modinha cerveja.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Rodízio de Pizza
A promoção soava imperdível: rodízio de pizza para duas pessoas, com um refrigerante em lata para cada, no Leblon, por R$23,50. Agendamento feito, de cupom na mão, fui até o La Mamma, velho conhecido restaurante do tradicional bairro carioca. O lugar é simples, e tem atendimento atencioso. Do gerente (dono?) aos garçons são solícitos e, até, prontos para um bate-papo sobre os assuntos da cidade.
O restaurante guarda o ar dos anos que traz, de quando as pizzarias tinha poucos sabores, a cidade tinha poucas opções de comida. De uma época, na qual ir a um bar era tomar chopp com batata frita, porque não tinha nada além disso. É simples, rústica, caseira, se preferir. Não que pizza seja prato magro, mas a de lá, em especial, não funciona em dietas. É um lugar simples, que funciona com televisão ligada, com volume, ainda que baixo. Tem pouca variedade, mas tem um atendimento que agrada. É aconchegante no sentido, família, tem bom preço, mas é limitado no quesito comida. Faça a matemática para saber se vale a pena ir.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Filminho da Madrugada
Saw VI (2009), de Kevin Greutert (EUA)
Na eterna franquia de Saw (Jogos Mortais), fora da tela, um dos poucos nomes que perpassaram todos os capítulos foi de Kevin Greutert. Editor dos cinco primeiros filmes, ele estreia na direção neste longa. Toda esta introdução serve para dizer que o filme é igual aos outros: pessoas morrem, de formas cruéis, em supostos testes. E aí esta a grande desvirtuação deste episódio. O aprendiz de Jigsaw parece não ligar para a condução dos testes, antes meramente pessoais, para que o personagem mate qualquer um. O filme perdeu sua alma. Estou esperando a oitava versão, para quem, enfim Jigsaw possa dar um jeito em tudo.
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